Dança
70 min.Sala de Espetáculos
qua 21h00Público-alvo m/6 anos
PREÇO A 10€ / 7,50€ / 5€Descontos aplicáveispreço jovem 5€
Sessão Acessível AD
Na sua última peça, Luigi Pirandello infunde no texto um ambiente sensorial, onírico, em que as palavras servem estados de espírito: tentativas de encontro, hipóteses de caminho, falhas no terreno. É por "Os Gigantes da Montanha", peça inacabada, interrompida pela morte do seu autor, que Victor Hugo Pontes regressa a um dramaturgo que bem conhece, depois de "Drama" (2019), a partir de "Seis Personagens à Procura de Um Autor".
«Tempo e lugar indeterminados: no limite entre a fábula e a realidade.»
Tudo o que acontece em palco é, por definição, inacabado. A ideia não é recriar em movimento o texto de Pirandello, mas transferir para o corpo dos intérpretes essa sensorialidade onírica que ali vemos, a fantasia e a ilusão, indagando os limites da comunicabilidade e a possibilidade de um sem-fim.
Em "Os Gigantes", o que resta de uma obra inacabada está logo na amputação do título. Usámos a peça de Pirandello com a liberdade recreativa que está no cerne do trabalho com a Companhia Dançando com a Diferença: talvez a «Companhia da Condessa» possa estar no corpo de um só intérprete; talvez os «Enguiçados», rodeados de si mesmos por todos os lados, esperem indefinidamente por alguém que os resgate; talvez os «Gigantes» estejam lá fora, num mundo que despreza a arte do faz-de-conta.
«O dia é cego. A noite é dos sonhos e só os crepúsculos são clarividentes para os homens. A alvorada para o porvir. O poente para o passado.»
Antecipando o perigo de nos tornarmos todos estranhos, irreconhecíveis, uns diante dos outros, lançamo-nos sem rede na folia desse faz-de-conta: os intérpretes desdobram-se em múltiplas personagens, há fatos de festa e de brincadeira, adereços, música, dança, fantasia, fantasia, fantasia. É um combate ao isolamento cada personagem, uma pequena ilha , estratégia para reinventar, no encontro, o caminho que procuramos.
Com "Os Gigantes", reconhecemos que todos somos afins, e é a partir daqui que a peça caminha sobre um território de comunhão e partilha, antagonista da solidão. Não chegamos a traçar os limites que separam verdade e ilusão, luz e sombra, realidade e imaginação, candura e impiedade, face e máscara, riso e lágrimas. A vida, mesmo a que apenas se vê em cena, pode ser só um sonho de vida; cada um de nós, transformado sobre o palco, pode ser um artista de sonho, ou do sonho.
qua 21h00Público-alvo m/6 anos
PREÇO A 10€ / 7,50€ / 5€Descontos aplicáveispreço jovem 5€
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Na sua última peça, Luigi Pirandello infunde no texto um ambiente sensorial, onírico, em que as palavras servem estados de espírito: tentativas de encontro, hipóteses de caminho, falhas no terreno. É por "Os Gigantes da Montanha", peça inacabada, interrompida pela morte do seu autor, que Victor Hugo Pontes regressa a um dramaturgo que bem conhece, depois de "Drama" (2019), a partir de "Seis Personagens à Procura de Um Autor".
«Tempo e lugar indeterminados: no limite entre a fábula e a realidade.»
Tudo o que acontece em palco é, por definição, inacabado. A ideia não é recriar em movimento o texto de Pirandello, mas transferir para o corpo dos intérpretes essa sensorialidade onírica que ali vemos, a fantasia e a ilusão, indagando os limites da comunicabilidade e a possibilidade de um sem-fim.
Em "Os Gigantes", o que resta de uma obra inacabada está logo na amputação do título. Usámos a peça de Pirandello com a liberdade recreativa que está no cerne do trabalho com a Companhia Dançando com a Diferença: talvez a «Companhia da Condessa» possa estar no corpo de um só intérprete; talvez os «Enguiçados», rodeados de si mesmos por todos os lados, esperem indefinidamente por alguém que os resgate; talvez os «Gigantes» estejam lá fora, num mundo que despreza a arte do faz-de-conta.
«O dia é cego. A noite é dos sonhos e só os crepúsculos são clarividentes para os homens. A alvorada para o porvir. O poente para o passado.»
Antecipando o perigo de nos tornarmos todos estranhos, irreconhecíveis, uns diante dos outros, lançamo-nos sem rede na folia desse faz-de-conta: os intérpretes desdobram-se em múltiplas personagens, há fatos de festa e de brincadeira, adereços, música, dança, fantasia, fantasia, fantasia. É um combate ao isolamento cada personagem, uma pequena ilha , estratégia para reinventar, no encontro, o caminho que procuramos.
Com "Os Gigantes", reconhecemos que todos somos afins, e é a partir daqui que a peça caminha sobre um território de comunhão e partilha, antagonista da solidão. Não chegamos a traçar os limites que separam verdade e ilusão, luz e sombra, realidade e imaginação, candura e impiedade, face e máscara, riso e lágrimas. A vida, mesmo a que apenas se vê em cena, pode ser só um sonho de vida; cada um de nós, transformado sobre o palco, pode ser um artista de sonho, ou do sonho.
Informação adicional
Direção Artística Victor Hugo PontesAssistente de Direção Ángela Diaz QuintelaIntérpretes Bárbara Matos, Bernardo Graça, Joana Caetano, Mariana Tembe, Rui João Costa, Sofia Marote, Telmo FerreiraDesenho de luz e direcção técnica Wilma MoutinhoCenografia F. Ribeiro, com fotografia de VHP e edição de Pedro PoncianoFigurinos Pedro AzevedoConfecção de figurinos Ana Maria Fernandes, Emilia Pontes e Domingos de Freitas PereiraMúsica original Throes + The Shine
Direção Artística Dançando com a Diferença Henrique Amoedo Produção Dançando com a Diferença (Madeira) e Nome Próprio (Porto)Produção executiva Dançando com a Diferença Nuno SimõesAssistência de produção Dançando com a Diferença Beatriz BarrosDireção de produção Nome Próprio Joana VenturaProdução executiva Nome Próprio Andreia FragaAssistência de produção Nome Próprio Nuna ReisCoprodução DDD - Festival Dias da Dança, Teatro Municipal Baltazar Dias, Teatro Viriato
A Dançando com a Diferença e a Nome Próprio são estruturas financiadas por República Portuguesa / Direção-Geral das Artes
Direção Artística Dançando com a Diferença Henrique Amoedo Produção Dançando com a Diferença (Madeira) e Nome Próprio (Porto)Produção executiva Dançando com a Diferença Nuno SimõesAssistência de produção Dançando com a Diferença Beatriz BarrosDireção de produção Nome Próprio Joana VenturaProdução executiva Nome Próprio Andreia FragaAssistência de produção Nome Próprio Nuna ReisCoprodução DDD - Festival Dias da Dança, Teatro Municipal Baltazar Dias, Teatro Viriato
A Dançando com a Diferença e a Nome Próprio são estruturas financiadas por República Portuguesa / Direção-Geral das Artes