Conteudo

Sobre nós

O Teatro Viriato é um projeto cultural de programação e de produção de artes do palco, instalado num edifício municipal em Viseu, mas gerido por uma associação de direito privado, o Centro de Artes do Espetáculo de Viseu, Associação Cultural e Pedagógica (CAEV).  

Definido por um modelo organizacional distintivo no contexto nacional das artes em Portugal, o Teatro Viriato é considerado um modelo de descentralização cultural no país. Reaberto desde 1999, tem como missão fomentar a participação dos mais diversos públicos na atualidade artística, promovendo o acesso à cultura.  

Apresenta uma programação regular e diversificada, assim como tem desenvolvido uma política de apoio aos artistas nacionais através de coproduções e de programas específicos de residências artísticas.     

É financiado pela Câmara Municipal de Viseu e pela Direção Geral das Artes, mas tem também investido na diversificação das fontes de financiamento através da obtenção de apoios suplementares pela angariação de mecenato e de candidaturas específicas de âmbito nacional e internacional. É um dos parceiros fundadores da rede de programação 5 Sentidos, da Rede Cultural Viseu Dão Lafões e da Performart - Associação para as Artes Performativas em Portugal.   

Entre outras distinções, a 19 de setembro de 2019, Sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou o Teatro Viriato com o Título de Membro Honorário da Ordem do Mérito, a propósito das celebrações dos 20 anos de existência desta instituição cultural.  

MISSÃO

No Teatro Viriato pretendemos fomentar a participação da população da cidade de Viseu na atualidade artística.

O Teatro deve ser um espaço de descoberta, discussão, aprendizagem e convívio.

O Teatro Viriato permite-nos ainda aproximar esta cidade de outras cidades e de outros povos, através da arte que vive e desenvolve ou edifica a nossa dimensão humana.

HistÓria

 

Do Theatro Boa União ao Teatro Viriato 

A 13 de junho de 1883, a Sociedade Filarmónica de Viseu inaugurava o Theatro Boa União, após um processo de construção difícil devido a questões financeiras e que teve início com a compra do terreno em 1879.  

O programa inaugural é inserido nas Festas da Cidade como ponto alto de toda a programação. Os espetáculos de estreia, da responsabilidade da Companhia de Teatro António Pedro, iniciam-se com a peça “O Paralytico” e, nos dias seguintes, sobem à cena “O Negreiro”, “Roupa Branca”, “O Bebé, Amor e Dinheiro”, “O Saltimbanco”, “O Agiota, Em Maus Lençóis”, terminando a maratona teatral de inauguração sete dias depois com “O Sargento Mor de Vilar”.  

Após as estreias sucessivas da Companhia de Teatro da Cidade do Porto, é a vez da Companhia Italiana de Ópera Lírica de Juan Molina, com a ópera “A Favorita”, de Donizetti.  

Após a apresentação, entre 19 a 26 de julho de 1883, da comédia “O Capitão Carioca” e “O gaiato de Lisboa”, pela Companhia do Teatro da Trindade, verificou-se um interregno da atividade por alguns meses, provocado pelo abrandamento de afluência do público aos espetáculos, que permaneciam na cidade durante vários dias, reabrindo o Teatro novamente no dia 1 de dezembro. Nesse mesmo mês, é inaugurado o funcionamento do sistema de entradas por assinatura.

Arquivo Teatro Viriato
Arquivo Teatro Viriato

A era do cinema e o declínio do Teatro

Outra das novidades chegou ao Theatro Boa União em fevereiro de 1897, com o animatógrafo a fazer as suas primeiras apresentações, com a projeção de filmes como “Guerra Europeia”, “Quo Vadis”, entre outras fitas de amor ou comédia. Devido ao constante interesse do público pelo animatógrafo, o cinema passa a ocupar a maior parte do programa deste espaço e saem de cena as grandes companhias nacionais e estrangeiras de teatro.  

Em 1898, o Theatro Boa União passa a designar-se Teatro Viriato.  

Em 1921, era inaugurado, na mesma rua que o Teatro Viriato, o Avenida Teatro. Era considerado um dos melhores teatros da época, com uma lotação de dois mil lugares e jardins anexos. Os espetáculos integrados nas Festas da Cidade de 1926 já se realizavam em exclusivo no Avenida Teatro. Apesar da programação de espetáculos de teatro, música e bailado, o cinema é que preenche grande parte dos seus cartazes. 

Com a concorrência forte deste novo equipamento cultural, o Teatro Viriato encerra portas em 1960. Curiosamente, no ano seguinte também o Avenida Teatro vê as suas portas fechar.  

 

O renascimento do Teatro Viriato

Em 1985, vinte e cinco anos após o seu encerramento, o Teatro Viriato abre de novo as portas, numa tentativa de mostrar o que ainda resta da sala de espetáculos. Numa produção da Área Urbana – Núcleo de Ação Cultural, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, o apoio da Câmara Municipal de Viseu e do Governo Civil do Distrito de Viseu, sobe ao palco a peça Teatro de Enormidades Apenas Críveis à Luz Elétrica, com textos de Aquilino Ribeiro, encenada e interpretada por Ricardo Pais, Olga Roriz, Luís Madureira, António Emiliano, com cenário de António Lagarto e luz de Orlando Worm, inserida nas comemorações do Centenário de Aquilino Ribeiro (setembro). O Teatro Viriato revive, momentaneamente, a glória dos seus tempos áureos graças ao encenador Ricardo Pais. Está dado o primeiro passo das sucessivas propostas da Área Urbana – núcleo de ação cultural para a reabilitação da única sala de Teatro em Viseu.  

Entre 1986 e 1996, decorrem diversas ações que levam à reconstrução do edifício do Teatro Viriato. Em 1996, a Companhia Paulo Ribeiro apresenta o projeto de Programação e Administração do Teatro Viriato, que seria financiado pela Câmara Municipal de Viseu e o Ministério da Cultura. A reanimação desta sala de espetáculos pretende oferecer ao público o acesso regular às artes do espetáculo, de reconhecido valor profissional, técnico e artístico, integrando Viseu nas rotas nacionais e internacionais de circulação de espetáculos diversificados. No dia 29 de janeiro de 1999 foi inaugurada a 1ª temporada da nova vida do Teatro Viriato, com a apresentação do espetáculo “Raízes Rurais, Paixões Urbanas” de Ricardo Pais, especialmente remontado para esta ocasião.   

 

Exemplo de Serviço Público

Ao longos dos anos, o Teatro Viriato tem-se afirmado com um exemplo de serviço público ao nível da cultura e ganho diversos prémios e condecorações. Em 1999, o CAEV foi contemplado com o Prémio Almada (dança), instituído pelo IPAE, “pelo critério de programação capaz de congregar a comunidade a que se destina, alimentando-a do ponto de vista da produção e circulação de obras, bem como do ponto de vista do desenvolvimento da sua vertente pedagógica.” Em 2010, o CAEV foi reconhecido como Instituição de Utilidade Pública (Despacho nº 4213/2010, de 26 de fevereiro, publicado no Diário da República, 2ª série, nº 48, de 10 de março de 2010, por ocasião do Dia Mundial do Teatro). A 19 de setembro de 2019, Sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou o Teatro Viriato com o Título de Membro Honorário da Ordem do Mérito, a propósito das celebrações dos 20 anos de existência do Teatro Viriato. 

 

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